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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O desafio de Moro

                                             

Eis a figura da Inquisição. 

A inquisição foi protagonizada pela igreja católica, que se utilizava falsamente da palavra de Deus, para justificar seus  atos de crueldade. 

Atualmente, alas do Poder Judiciário se utilizam da distorção da Lei, para praticar atos desumanos e cruéis. 

Como exemplo, vemos o que acontece nos presídios, onde os presos estão abandonados nas mãos de criminosos, independente de sua condição penal. 

A famigerada prisão preventiva coloca inocentes em perigo de vida, e,  crianças em prisões horríveis. 

Uma vez preso, no Brasil, acabam-se as perspectivas de vida.  A pessoa está marcada enquanto cidadão, e enquanto preso torna-se alvo das crueldades do mundo do crime, existam facções ou não. 

Aliás, fações criminosas derivaram da administração de prisões. 

Uma vez preso, e levado para o presídio, a pessoa é colocada no pavilhão, e, ali quem manda são facções criminosas, sob o olhar benevolente da polícia, que dessa forma se livra de acusações referentes violações de direitos humanos. 

As facções foram criadas para isso mesmo. 

Uma vez aberta a caixa de pandora da corrupção, cabe agora ao Ministro Sérgio Moro, encontrar soluções para o sistema penitenciário brasileiro, no sentido em que o Estado exerça o controle nas penitenciárias. 

O direito moderno, espera que a prisão torne o cidadão melhor. 

Mas, como se tornar melhor, sendo humilhado, oprimido, ameaçado, desprezado?

E, diga-se de passagem, é o que a criança presa também sofre. 

Voce acha que uma criança presa, sendo humilhada, ameaçada e oprimida, pode se tornar melhor?

No Brasil, a Inquisição continua de vento em popa, travestida de sistema penitenciário, com o auxílio de parte da Justiça. 

São juízes que não conhecem seu verdadeiro papel, são promotores de justiça descompromissados com a honra, é a defensoria pública sem compromisso com as defesas que faz. 

Infelizmente, no sistema judiciário,  alguns setores, estão longe da eficiência, da obrigação de fazer o melhor. 

É necessário compromisso com a verdade, com a verdadeira justiça, com o respeito à vida alheia, pois se se  é  responsável por esta vida (diz o Estado que é custodiante desta vida),  a responsabilidade é de preservar, cuidar, melhorar, dignificar...

É dignificando que se melhora o homem. 

O povo brasileiro não aguenta mais o descaso com a vida do cidadão. 



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