Powered By Blogger

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

INDONÉSIA TRANSGRIDE AS PRÓPRIAS LEIS


Indonésia pretende aplicar pena de morte a um esquizofrênico.

Além de transgredir as próprias leis, que não permitem pena de morte para doentes mentais, a Indonésia viola um Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos da ONU, tendo ratificado a seguinte declaração: "qualquer condenado à morte terá o direito de pedir indulto ou comutação da pena. A anistia, o indulto ou a comutação da pena poderá ser concedido em todos os casos."

ONU condena execução de brasileiro na Indonésia e pede moratória à pena de morte.
De acordo com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos da ONU, que a Indonésia ratificou, “qualquer condenado à morte terá o direito de pedir indulto ou comutação da pena. A anistia, o indulto ou a comutação da pena poderá ser concedido em todos os casos”.
"ONU pede moratória para penas de morte em casos de crimes relacionados às drogas. 
Depois da execução de seis pessoas na Indonésia, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o Escritório da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançou um alerta, nesta terça-feira (20), condenando o uso contínuo da pena capital como forma de punição para ofensas relacionadas às drogas, em alguns países do Sudeste Asiático.
Apesar dos apelos nacionais e internacionais, o país levou a cabo as execuções sem considerar os pedidos de clemência. Outras 60 pessoas condenadas por crimes relacionados às drogas, entre eles outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, permanecem no corredor da morte.
Para o ACNUDH, o fato de o presidente da Indonésia ter dito que rejeitará qualquer pedido de indulto preocupa, principalmente pela falta de respeito ao devido processo. De acordo com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que a Indonésia ratificou, “qualquer condenado à morte terá o direito de pedir indulto ou comutação da pena. A anistia, o indulto ou a comutação da pena poderá ser concedido em todos os casos”.
O Escritório instou as autoridades indonésias a reinstaurar a moratória sobre a pena de morte e conduzir uma revisão profunda dos pedidos de perdão dos 60 prisioneiros.
Nesta semana, o Vietnã também executou oito pessoas, inclusive duas mulheres, por tráfico de heroína. O ACNUDH renovou seu pedido para a suspender das execuções e reiterou que é necessário eliminar essa forma de punição para crimes relacionados às drogas.
No Sudeste Asiático, crimes relacionados às drogas são também punidos com a morte na Malásia, Cingapura e Tailândia. Igualmente Brunei, Laos e Mianmar preveem a pena capital para crimes relacionados às drogas, mas os três países não a aplicam e nenhuma execução foi realizada desde 1957, 1989 e 1988 respectivamente.
De acordo com a jurisprudência dos direitos humanos internacionais, a pena capital só poderá ser aplicada para crimes de homicídio ou assassinato intencional. Ofensas relacionadas às drogas, crimes econômicos, políticos, adultérios e relacionadas às relações consensuais do mesmo sexo não deveriam estar no mesmo limiar “dos crimes mais sérios” requerido pelo direito internacional para a aplicação da pena de morte."

Parece que o quadro judicial de Rodrigo Muxfeldt Gularte está bem definido de acordo com as leis da Indonésia, cujas autoridades já admitiram que o rapaz tem problemas mentais. De acordo com as leis da Indonésia: NÃO SE APLICA PENA DE MORTE A DOENTES MENTAIS.

Resta saber o que pretende o presidente da Indonésia ao manter a decisão de mandar fuzilar Rodrigo Muxfeldt Gularte, que nem traficante era. De acordo com as provas obtidas, ele estava conduzindo drogas, o que não deixa de ser crime, mas que não agrega valor penal de quem financia, distribui e prolifera o tráfico de drogas. Aliás, a simples constatação de que o réu tem problemas mentais,  podem supor que tenha sido induzido a transportar tais drogas na prancha de surf. Ninguém está dizendo que o réu tem que ser absolvido, mas a pena de morte não é cabível. É assim que define a lei na Indonésia, é assim que define um Pacto Internacional assinado pela Indonésia, é assim que define a Carta de Direitos Humanos, sendo a Indonésia um membro da ONU. Há que se ter respeitabilidade em relação às instituições, também, como dever de quem quer fazer parte da ONU.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela colaboração.